FRELIMO: "Paz é a maior conquista dos moçambicanos"
11 de janeiro de 2025A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO)convocou para 14 de fevereiro uma reunião extraordinária do Comité Central, a realizar um mês após a tomada de posse de Daniel Chapo, secretário-geral do partido, como novo Presidente moçambicano.
A convocatória desta terceira sessão extraordinária do órgão máximo do partido entre congressos foi decidida este sábado (11.01), em reunião ordinária da Comissão Política, em Maputo, presidida pelo líder do partido, Filipe Nyusi, e Presidente da República cessante, de acordo com o comunicado final enviado à Lusa.
Não é conhecida ainda a agenda oficial do encontro, no entanto, segundo os processos anteriores de transição, deverá envolver a definição da liderança do partido que governa Moçambique desde 1975.
Filipe Nyusi é Presidente da República há dez anos e está a terminar o segundo e último mandato, liderando em simultâneo a FRELIMO. Todos os anteriores chefes de Estado de Moçambique, sempre pertencentes à FRELIMO, assumiram também o cargo de presidente do partido.
"Mais vigilância"
No mesmo comunicado, quando permanece o clima de tensão social pós-eleitoral no país face aos resultados anunciados da votação - presidenciais, legislativas e assembleias provinciais -, a Comissão Política da FRELIMO "reitera que a paz é a maior conquista dos moçambicanos, pelo que, tudo devem fazer, independentemente da sua crença política, para continuar a consolidar a unidade nacional, o Estado democrático e a construção de um Moçambique próspero para todos".
"Apela ainda para que se intensifiquem a todos os níveis, nos nossos bairros e comunidades, as ações de vigilância de modo a prevenir qualquer tentativa de semear focos de instabilidade. Esta é a hora de estarmos juntos e defender o nosso património individual e coletivo que Moçambique nos oferece", insta aquele órgão.
Na reunião deste sábado, a Comissão Política testemunhou ainda a assinatura do "termo de compromisso de honra" por parte dos 171 deputados eleitos pelo partido nas eleições gerais, que tomam posse (todos os 250 deputados eleitos) na segunda-feira, no parlamento, em Maputo.